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Com aroma resinoso, profundo e levemente adocicado, o óleo essencial de olíbano (Boswellia carterii) apresenta um perfil aromático sofisticado, historicamente associado a práticas contemplativas e rituais ancestrais. Frequentemente reconhecido como o “óleo da resiliência”, é amplamente utilizado em aplicações aromáticas, conferindo profundidade e caráter às composições. Na cosmética natural, é valorizado por sua versatilidade, sendo incorporado em formulações voltadas à manutenção de uma pele com aparência equilibrada e revitalizada.
Nome botânico: Boswellia Carterii
Origem: Somália
Parte utilizada: Resina
Método de extração: Hidrodestilação
Volume: 5 ml
Tradicionalmente utilizado em práticas aromáticas e de bem-estar, sendo apreciado por seu aroma marcante e envolvente.
Rico em compostos aromáticos naturais, como monoterpenos e sesquiterpenos, que são frequentemente associados, na literatura, a propriedades de proteção e equilíbrio em formulações cosméticas.
Contribui para a aparência mais uniforme, macia e revitalizada da pele.
Frequentemente incorporado em cuidados com peles maduras ou sensibilizadas, especialmente em formulações voltadas ao conforto e à manutenção do aspecto saudável da pele.
Em perfumaria, atua como excelente fixador, conferindo profundidade e maior permanência às composições.
Harmoniza com óleos essenciais amadeirados, resinosos, cítricos e de notas quentes.
Em aplicações culinárias, quando indicado e em quantidades mínimas, pode ser utilizado para aromatizar preparações, agregando notas resinosas e sofisticadas.
Propriedades aromáticas
Aroma: Resinoso, balsâmico, levemente doce, com nuances frescas e discretamente verdes.
Nota aromática: Base. Apresenta fixação de moderada a alta, contribuindo para profundidade e estabilidade das composições.
Propriedades emocionais
O óleo essencial de olíbano é amplamente reconhecido por seu aroma profundo e envolvente, tradicionalmente associado a momentos de introspecção e presença. Seu perfil olfativo favorece uma atmosfera de tranquilidade e centramento, sendo especialmente apreciado em práticas de meditação e respiração consciente.
Frequentemente utilizado para promover um ambiente mais sereno, pode contribuir para reduzir a agitação mental, aliviar tensões emocionais e favorecer estados de maior clareza, foco e leveza interior. Nesse contexto, a associação simbólica com a resiliência, inspirada na capacidade da árvore de prosperar em ambientes áridos e desafiadores, faz com que seja frequentemente reconhecido como o “óleo da resiliência”, reforçando seu uso em práticas aromáticas voltadas ao fortalecimento emocional e à estabilidade interna.
Além disso, seu aroma é valorizado por despertar sensações de acolhimento, conforto e elevação do estado emocional, sendo amplamente utilizado em práticas que buscam bem-estar, equilíbrio e reconexão pessoal.
O óleo essencial de olíbano é obtido a partir da resina de Boswellia carterii, espécie pertencente à família Burseraceae, nativa de regiões áridas do norte da África e da Península Arábica, com destaque para a Somália. A resina é extraída por meio de incisões na casca da árvore, exsudando um material que se solidifica em lágrimas aromáticas, posteriormente submetidas à hidrodestilação para obtenção do óleo essencial.
Sua composição varia conforme a região de origem, sendo o Olíbano-do-Deserto GT Somália caracterizado pela predominância de monoterpenos, como α-pineno, limoneno e mirceno, além de outros compostos que contribuem para seu perfil olfativo equilibrado. Esse conjunto químico é associado, na literatura, à percepção de respiração mais confortável e ao suporte às defesas naturais do organismo, favorecendo um estado de equilíbrio entre ativação e relaxamento, sem caráter excessivamente estimulante ou sedativo. Nesse contexto, seu uso aromático pode ser relacionado a práticas que favorecem a respiração consciente e a sensação de amplitude respiratória, contribuindo para maior conforto fisiológico de forma sutil e não invasiva.
Apresenta aroma resinoso, fresco e levemente balsâmico, frequentemente associado à criação de ambientes mais tranquilos e contemplativos, sendo amplamente utilizado em práticas aromáticas e meditativas.
Na cosmética natural, é valorizado em formulações destinadas ao cuidado da pele, especialmente em produtos voltados à aparência de peles maduras, sensibilizadas ou expostas a fatores ambientais. Sua composição é frequentemente associada ao cuidado de peles sujeitas a desconfortos, contribuindo para a manutenção do aspecto uniforme, macio e revitalizado da pele, sendo incorporado em cremes, séruns, loções e óleos corporais.
Na perfumaria, destaca-se como nota de base e fixador natural, conferindo profundidade, elegância e maior persistência às composições. Seu perfil resinoso e levemente doce harmoniza com uma ampla variedade de óleos essenciais, sendo frequentemente utilizado em fragrâncias de caráter oriental e amadeirado.
Composição
α-pineno: 40–50%
α-tujeno: 5–10%
1,8-cineol: 7–11%
limoneno: 7–12%
mirceno: 2–6%
sabineno: 3–6%
δ-3-careno: 1–5%
α-copaeno: <1%
incensol: <1%
α-terpineno: <1%
α-bourboneno: <1%
Consulte a composição completa nas cromatografias Laszlo:
https://drive.google.com/drive/folders/17HWqdyjHbDQot87L1WUH02GrlpJXsvo-
Nota: Essa é a composição média esperada para o óleo essencial de olíbano-do-deserto (Boswellia carterii) GT Somália, sendo compatível com o perfil químico característico dessa espécie, com destaque para seus constituintes majoritários como α-pineno, limoneno e 1,8-cineol.
Importante: As análises realizadas evidenciam que este produto está livre de adulterantes, como óleos vegetais graxos, óleo mineral ou outros óleos essenciais, caracterizando-se como um óleo essencial de olíbano-do-deserto (Boswellia carterii) GT Somália 100% puro. Sua composição é livre de conservantes, parabenos, sulfatos, corantes, silicones e fragrâncias artificiais. Trata-se de um produto vegano, não testado em animais e livre de ingredientes de origem animal.
Diluição: evitar o uso puro sobre a pele. Sempre diluir em óleo vegetal ou base cosmética.
Cautela: manter fora do alcance de crianças e animais domésticos.
Uso responsável: em caso de irritação, suspender o uso.
Evitar contato com olhos e mucosas.
Públicos de exceção (gestantes, lactantes, crianças, idosos ou pessoas em tratamento médico) devem buscar orientação profissional antes do uso.
Alérgenos
Óleos essenciais são substâncias naturais altamente concentradas e podem causar sensibilidade em indivíduos predispostos. Recomenda-se teste de sensibilidade antes do uso.
Conservação
• Após aberto, manter o frasco bem fechado, protegido da luz solar direta, calor e umidade.
• Armazenar em local fresco, seco e ao abrigo de variações de temperatura.
• Em regiões quentes ou durante o verão, pode ser mantido em geladeira (em recipiente adequado) para preservar sua qualidade.
• Evitar deixar o frasco aberto por longos períodos, prevenindo oxidação e perda de compostos voláteis.
O olíbano, também conhecido como frankincenso, é uma das resinas aromáticas mais antigas utilizadas pela humanidade, com registros de uso que remontam a mais de 5.000 anos. Originário de regiões áridas da Península Arábica e do nordeste da África, seu comércio foi, durante séculos, altamente valorizado, sendo considerado tão precioso quanto ouro em determinadas épocas.
A árvore de Boswellia carterii desenvolve-se em condições ambientais extremas, como solos pobres, alta incidência solar e baixa disponibilidade hídrica, características que exigem grande capacidade de adaptação e resistência. Esse aspecto botânico é frequentemente associado, em abordagens simbólicas da aromaterapia, à ideia de resiliência e estabilidade frente a condições adversas.
Na Antiguidade, era amplamente utilizado em rituais religiosos, cerimônias espirituais e práticas culturais, especialmente no Egito, na Mesopotâmia e em outras civilizações do Oriente Médio. Sua queima como incenso estava associada à purificação de ambientes e à criação de atmosferas propícias à contemplação e à espiritualidade.
O olíbano também é mencionado em textos históricos e religiosos, incluindo a tradição cristã, em que figura como um dos presentes simbólicos oferecidos ao nascimento de Jesus. Ao longo do tempo, seu uso se expandiu para diferentes culturas, sendo empregado tanto em práticas aromáticas quanto na produção de perfumes e preparações tradicionais.
Atualmente, continua sendo valorizado globalmente como matéria-prima nobre na perfumaria e na cosmética, além de manter sua relevância em práticas aromáticas contemporâneas.
CURIOSIDADES:
Na enciclopédia História Naturalis, escrita por Caio Plínio Segundo (conhecido como Plínio, o Velho), filósofo e naturalista que viveu entre 23 d.C. e 79 d.C., é relatado que, nos tempos antigos, o olíbano era encontrado apenas em Sabá (Sheba), uma região remota da Arábia. Sua colheita era um privilégio reservado a homens de famílias sagradas, que seguiam rigorosas restrições sociais para preservar essa honra. Em períodos posteriores, embora a resina continuasse altamente valorizada, sua coleta deixou de ser exclusiva, e o comércio do olíbano tornou-se economicamente relevante.
O olíbano já era considerado um material precioso antes do período cristão, devido ao grande interesse de reis e rainhas por seu uso como incenso, como no caso da Rainha de Sabá, por volta de 700 a.C. Com o surgimento do cristianismo, passou a ser mencionado na Bíblia como um dos presentes oferecidos pelos três Reis Magos ao nascimento de Jesus.
Tradicionalmente, o olíbano é utilizado de diversas formas: pode ser mastigado como resina, moído em pó ou queimado como incenso, além de empregado como perfume e em preparações tradicionais. Atualmente, é amplamente utilizado na forma de óleo essencial nas indústrias de perfumaria, cosméticos e aromatização.