ou R$82,65 à vista
Extraído da resina do breu, o óleo essencial de breu-branco é tradicionalmente utilizado por povos da floresta para proteção e limpeza espiritual. Seu aroma resinoso e amadeirado traz acolhimento emocional, promovendo presença, foco e conexão ancestral. Pode ser incorporado a cosméticos naturais como desodorantes, bálsamos e perfumes botânicos, oferecendo propriedades purificantes e um toque aromático que evoca a mata nativa.
Nome botânico: Protium heptaphyllum
Origem: Brasil
Parte utilizada: Resina
Método de extração: À vapor
Agricultura: Selvagem
Esse produto é recomendado somente para uso externo.
Com um aroma resinoso, fresco e ligeiramente cítrico, o óleo essencial de breu-branco é amplamente utilizado na aromaterapia e na cosmetologia natural por suas propriedades purificantes e equilibrantes. Em preparos como bálsamos, pomadas, géis e sprays corporais, ele promove conforto emocional, revitalização e leveza para a pele e o ambiente.
O breu-branco é uma resina aromática obtida do tronco da árvore Protium heptaphyllum, pertencente à família Burseraceae, a mesma da mirra e do olíbano. Esta árvore é nativa da Amazônia brasileira, presente especialmente nas florestas do Pará, Amapá, Acre, Amazonas e em outras áreas da América do Sul. De porte médio a alto, o breu é facilmente reconhecido por exsudar espontaneamente uma resina clara e perfumada, especialmente quando seu tronco é levemente ferido.
O óleo essencial de breu-branco é obtido por destilação a vapor da resina. Seu aroma é característico: fresco, balsâmico, amadeirado, com toques cítricos e de terra molhada. Os principais componentes químicos do óleo incluem α-pineno, β-pineno, limoneno, δ-3-careno e terpineol, compostos responsáveis por seu uso como purificante, equilibrante e para alívio de pensamentos ansiosos..
Embora não se trate exatamente de quimiotipos no sentido clássico (como ocorre em lavandas ou tomilhos), há variações químicas e sensoriais dependendo do bioma, do solo, da altitude e da época da coleta da resina. Assim, é possível encontrar óleos com predominância de pinenos em alguns extratos e outros com maior concentração de sesquiterpenos ou compostos oxigenados, alterando a intensidade do aroma e sua utilização.
O breu-branco é frequentemente confundido com outros tipos de breu, como o breu-preto e o breu-vermelho, que podem ser de espécies diferentes ou misturas de resinas utilizadas popularmente para defumação. O verdadeiro breu-branco (P. heptaphyllum) possui aroma mais suave e refinado, e é o mais estudado e valorizado para aplicações de bem-estar e na perfumaria natural.
- terpinoleno: 20-30%
- mirceno: 5-15%
- cineol: 5-10%
- terpineno: <3%
- felandreno:10-20%
- alfa-terpineno: 8-18%
- cimen-8-ol: 1-4%
- alfa-pineno: 5-15%
- cânfora: <3%
- metil-anisol: 2-6%
- limoneno: 1-4%
*Consulte a composição completa nas cromatografias Laszlo:
- Coletânea de cromatografias Laszlo: https://drive.google.com/drive/folders/17HWqdyjHbDQot87L1WUH02GrlpJXsvo-
Nota: Essa composição do óleo essencial de breu-branco GT Brasil, amostra controle, é compatível com a qualidade esperada para o óleo de breu, uma vez que apresenta seus marcadores de qualidade, α-pineno, limoneno e terpineol conforme esperado para sua qualidade.
O uso do breu-branco remonta à ancestralidade dos povos indígenas da Amazônia e da região norte do Brasil, que o empregam há séculos em práticas rituais, espirituais e medicinais. A resina era — e ainda é — tradicionalmente queimada como incenso, sendo considerada sagrada por diversas etnias como os Tukano, Yanomami, Kaxinawá e outros povos da floresta. Seu aroma denso e envolvente é usado para afastar "mau-olhado", limpar o ambiente de energias densas e proteger o campo espiritual.
Além do uso cerimonial, o breu também era aplicado na medicina popular em forma de emplastros ou ungüentos para alívio de dores, contusões e problemas respiratórios. Misturado a óleos vegetais, cinzas ou mel, a resina também era usada em preparações caseiras com fins terapêuticos.
No ciclo da borracha, durante os séculos XIX e XX, a resina de breu foi comercializada como produto secundário, sendo usada na fabricação de vernizes, velas, impermeabilizantes e incensos artesanais, contribuindo para a economia extrativista amazônica.
Mais recentemente, o breu-branco tem ganhado reconhecimento internacional no campo dos cuidados de bem-estar e na perfumaria natural, sendo considerado um dos óleos essenciais brasileiros com maior potencial para o mercado global. Seu uso é também explorado na cosmetologia verde por suas propriedades purificantes e o apelo ancestral que desperta em consumidores que valorizam o conhecimento tradicional aliado à ciência.
Curiosamente, a coleta do breu é considerada uma atividade sustentável, pois não demanda o corte da árvore — a resina é exsudada naturalmente ou pode ser extraída com incisões leves, permitindo a regeneração do vegetal e respeitando os ciclos da floresta.